No último domingo (8), Salvador se transformou em um grande palco cultural para a recepção dos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Colégio Estadual da Bahia, conhecido como Colégio Central, foi o cenário escolhido para receber os estudantes, que foram saudados ao som de berimbaus, pandeiros e agogôs, em uma celebração típica da capoeira.
A ação foi promovida por integrantes de diversos grupos de capoeira, que estavam enfileirados nas escadas do colégio, transmitindo boas energias e vibrações positivas aos candidatos que chegavam para a prova. Binho Capoeira, um dos organizadores, expressou a intenção de criar um ambiente acolhedor: “Fizemos essa união para vir recepcionar esses estudantes e transmitir a energia do axé da Bahia, para que eles possam tirar a nota máxima.”
Dentre os candidatos, estavam Sofia Cavalcanti, de 15 anos, e seu pai, Jailton Cavalcanti, que a acompanhou do bairro do Garcia até o colégio. Este é o primeiro Enem da jovem, que pretende se preparar para fazer a prova novamente ao concluir o Ensino Médio. Jailton destacou a importância de oferecer apoio à filha: “Meu papel é dar suporte a ela, para que fique tranquila. É uma obrigação.”
Eliene Soledade também estava lá, dando suporte à filha, Lorena Vitória, de 17 anos, que está prestes a concluir o Ensino Médio e sonha em cursar Biologia. Silvia Maria Marinho, avó de João Pedro Marinho, de 17 anos, também aguardava ansiosamente pela saída do neto, que almeja uma vaga na universidade. “Estou aqui para incentivar e apoiar”, comentou Silvia.
Amigas de longa data, Lanna Clara Nascimento e Isabella Fonseca, ambas de 17 anos, foram juntas realizar a prova. As duas se dedicaram aos estudos, especialmente na redação, e estavam confiantes. Lanna, que já havia feito o Enem outras duas vezes, sonha em cursar Psicologia, enquanto Isabella, que fez a prova uma vez, tem o objetivo de ingressar em Biomedicina.
Surpreendendo a todos, Cleber Cardin, de 56 anos, resolveu tentar o Enem pela primeira vez, buscando um novo começo após a aposentadoria. “Depois que me aposentei, comecei a repensar minha vida e decidi que queria estudar Direito ou Administração”, explicou o contador aposentado, que também estava lá para apoiar seu filho.
Com um dia de sol entre nuvens e sem previsão de chuva, Salvador se uniu em um clima de expectativa e apoio, mostrando que a educação é uma jornada que envolve não apenas os estudantes, mas toda a comunidade ao redor.
Crédito da imagem: Alan Oliveira/g1


