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STJ coloca desembargadora condenada na lista de procurados internacionais na Operação Faroeste

A situação da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo e de seu filho, Vasco Rusciolelli Azevedo, ganhou novos contornos após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de incluí-los na lista de…

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A situação da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo e de seu filho, Vasco Rusciolelli Azevedo, ganhou novos contornos após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de incluí-los na lista de procurados internacionais da Interpol. Ambos foram condenados por sua participação em um esquema de venda de sentenças, revelado pela Operação Faroeste, que investiga corrupção no sistema judiciário da Bahia.

A determinação, assinada pelo ministro Og Fernandes na última quinta-feira (5), não apenas inclui os nomes dos dois na Difusão Vermelha da Interpol, mas também autoriza medidas para solicitar suas extraditações às autoridades portuguesas. Os dois deixaram o Brasil em 21 de setembro, com destino a Lisboa, onde desembarcaram no dia seguinte, levantando suspeitas de que estariam tentando fugir da Justiça.

O Ministério Público Federal (MPF) já havia alertado a Justiça sobre a possível fuga dos condenados, que, antes de saírem do Brasil, informaram um novo endereço residencial. No entanto, ao tentar localizar os dois, um oficial de Justiça encontrou um porteiro que afirmou nunca ter visto Sandra Inês no local, e a tentativa de contato com Vasco foi abruptamente encerrada ao mencionar o vínculo com o STJ.

O ministro Og Fernandes ressaltou que a sequência de atos indica uma clara intenção de evadir-se do cumprimento das penas. Sandra Inês foi condenada a 14 anos e 20 dias de reclusão, enquanto Vasco recebeu uma pena de 13 anos e 11 meses. Ambos foram considerados culpados por corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Além deles, outros envolvidos na Operação Faroeste também foram condenados, entre eles o advogado Vanderlei Chilante e o produtor rural Nelson José Vígolo, que receberam penas menores. O delator do caso, Júlio César Cavalcanti Ferreira, obteve perdão judicial.

A Operação Faroeste, deflagrada em 2019, investiga a venda de decisões judiciais na Bahia, especialmente envolvendo disputas de terras. Os investigadores descobriram que a organização criminosa tinha ligações com magistrados e advogados que favoreciam uma empresa agropecuária em troca de grandes quantias em dinheiro, além de indícios de grilagem de terras em áreas extensas no oeste do estado.

Em um desdobramento anterior, Sandra Inês e Vasco já haviam sido beneficiados com medidas cautelares, como a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Contudo, o descumprimento das obrigações impostas pela Justiça levou à reavaliação de sua situação, culminando na decisão recente do STJ.