Os eleitores de Salvador enfrentaram sérios obstáculos para se deslocar até os locais de votação no segundo turno das eleições de 2026. A situação se agravou quando mais de 70 ônibus ficaram retidos em garagens, devido a uma redução na frota que superava os 50%, apesar da promessa de gratuidade para o transporte na data eleitoral.
A determinação do presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman Szporer, para o restabelecimento imediato da frota foi um reflexo das queixas apresentadas pela Federação Brasil da Esperança, que destacou como a falta de ônibus poderia prejudicar o exercício do voto. O magistrado enfatizou a necessidade de um transporte público eficiente e acessível, citando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que considera o serviço essencial durante as eleições.
A decisão judicial impôs uma multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento, e exigiu que a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) comprovasse a normalização da operação em uma hora. Além disso, a Polícia Civil da Bahia foi encarregada de fiscalizar o cumprimento da ordem, utilizando até drones para monitoramento.
Por outro lado, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) explicou que a saída dos ônibus foi atrasada por conta de uma situação envolvendo adesivos com o número 13, do PT. Ele alegou que sindicalistas insistiram para que os ônibus saíssem com os adesivos, o que classificou como uma ação ilegal. A operação do consórcio Plataforma enfrenta dificuldades, enquanto a situação no consórcio Ótima foi normalizada sem problemas maiores.
A Secretaria Municipal de Mobilidade afirmou que está buscando restabelecer a operação do transporte público e garantir que todos os eleitores consigam chegar aos seus destinos. A Defensoria Pública da Bahia e o Procon-BA também estão atuando para assegurar que a legislação eleitoral seja cumprida e que os cidadãos tenham acesso ao transporte gratuito.
Com a situação ainda em desenvolvimento, a população aguarda que as autoridades resolvam os impasses e assegurem a plena operação do transporte público, fundamental para o exercício da cidadania. A tensão nas garagens e as queixas nas ruas revelam a urgência de uma resposta eficaz para que todos possam votar sem dificuldades.

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