Na manhã desta quinta-feira (29), o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, utilizou suas redes sociais para expor uma mensagem ofensiva que recebeu de um internauta. O ataque verbal, que desejava a morte de sua mãe de 82 anos, foi compartilhado por ele em um print, gerando indignação entre os seguidores e a comunidade em geral. Este episódio ocorre em meio a uma polêmica relacionada à operação do transporte público durante o segundo turno das eleições de 2026, onde 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens, causando transtornos para muitos passageiros.
Em sua postagem, Pablo Souza descreveu como é doloroso ver sua família alvo de ataques virtuais, especialmente considerando que sua mãe está lidando com o Alzheimer. “Como filho, é profundamente doloroso ver minha família atingida dessa forma”, lamentou o secretário, enfatizando a necessidade de respeito, mesmo em tempos de divergência política.
O secretário também revelou que já denunciou a mensagem à plataforma digital e está tomando as providências legais necessárias contra o autor, identificado como @leocunhateatro, que se apresenta como ator e diretor teatral. Na sua defesa, Pablo esclareceu que, apesar das críticas e da pressão como agente público, as ameaças não são aceitáveis. “O debate público exige responsabilidade. Acima de qualquer diferença, precisamos preservar o respeito à vida e à nossa humanidade”, afirmou.
A crise no transporte público, que culminou com a retenção dos ônibus, está sendo investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que, por sua vez, chegou a determinar a prisão do secretário, mas a decisão foi revogada no dia seguinte. A Justiça agora investiga a possibilidade de que mais de 50% da frota tenha sido reduzida no dia da votação, o que levanta questões sobre a intenção de dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
Após retornar ao Brasil, o secretário defendeu que a operação da frota no segundo turno seguiu a mesma estratégia adotada no primeiro turno, argumentando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não exigiu que 100% da frota estivesse disponível. A única diferença, segundo ele, foi a necessidade de remover adesivos de propaganda eleitoral, o que, segundo a prefeitura, foi resolvido rapidamente.
A situação não só impactou a mobilidade urbana, mas também gerou um movimento político na Câmara Municipal. Um grupo de vereadores protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) com o intuito de investigar as razões por trás da redução da frota de ônibus e responsabilizar os culpados, caso irregularidades sejam confirmadas. Até o momento, a oposição já coletou 10 das 14 assinaturas necessárias para a instalação da comissão.
Crédito da imagem: Secretário


