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MPT investiga rede de supermercados na Bahia por denúncias de assédio eleitoral a funcionários

Na última sexta-feira (23), o Ministério Público do Trabalho (MPT) fez um alerta sério ao entrar com uma ação judicial contra a Rede Mix, uma conhecida rede de supermercados na Bahia. O órgão investiga…

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Na última sexta-feira (23), o Ministério Público do Trabalho (MPT) fez um alerta sério ao entrar com uma ação judicial contra a Rede Mix, uma conhecida rede de supermercados na Bahia. O órgão investiga denúncias de assédio eleitoral, onde funcionários estariam sendo forçados a usar uniformes com um número associado a um dos candidatos do segundo turno das eleições de 2026.

A procuradora do Trabalho, Manuella Gedeon, destacou que o uso dessas camisas poderia constranger os empregados, prejudicando a liberdade de escolha política e o direito ao voto. A investigação teve início após relatos de que trabalhadores eram obrigados a vestir os uniformes durante o expediente, e o MPT recebeu evidências, incluindo fotos, que confirmariam essa prática.

Apesar de uma recomendação prévia do MPT, que pedia à Rede Mix para interromper qualquer atividade que pudesse ser interpretada como assédio eleitoral, novas denúncias surgiram, indicando que a situação não havia mudado. A equipe do MPT também confirmou a continuidade do uso das camisas durante uma fiscalização.

O MPT, além de solicitar a suspensão imediata do uso dos uniformes políticos, requer que a Rede Mix adote roupas neutras até o final das eleições. O órgão também pede que a empresa assegure a todos os funcionários a liberdade de orientação política e direito ao voto, bem como a aplicação de multas diárias de pelo menos R$ 50 mil para cada descumprimento. Além disso, o MPT quer que a empresa garanta que os empregados escalados para o dia da votação tenham tempo suficiente para exercer seu direito ao voto.

A ação cautelar apresentada busca medidas imediatas para interromper a prática denunciada, enquanto a suspeita de assédio eleitoral será analisada pela Justiça do Trabalho. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o MPT prevê uma ação civil pública para discutir a possibilidade de indenização por danos morais coletivos.

Enquanto isso, é importante que todos os trabalhadores fiquem atentos aos seus direitos e garantias durante esse período eleitoral, e que a liberdade de escolha política seja respeitada em todos os âmbitos, especialmente no ambiente de trabalho.

Crédito da imagem: Divulgação