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Moradores de Salvador protestam contra a diminuição da frota de ônibus durante as eleições e queimam boneco do prefeito Bruno Reis

Um protesto agitou a tarde desta segunda-feira (26) em Salvador, quando um grupo de manifestantes se reuniu em frente à Prefeitura para expressar sua insatisfação com a drástica redução da frota de ônibus na…

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Um protesto agitou a tarde desta segunda-feira (26) em Salvador, quando um grupo de manifestantes se reuniu em frente à Prefeitura para expressar sua insatisfação com a drástica redução da frota de ônibus na cidade, ocorrida no dia do segundo turno das eleições 2026. O alvo principal dos protestos foi o prefeito Bruno Reis, do União Brasil, que viu sua imagem ser incendiada em um boneco durante a manifestação.

Apesar de pacífico, o ato gerou agitação, com os manifestantes gritando palavras de ordem enquanto um boneco com a foto do prefeito ardia em chamas, registrado em vídeos que circulam nas redes sociais. A equipe de reportagem da TV Bahia entrou em contato com a prefeitura em busca de um posicionamento sobre o protesto, mas até o momento não obteve resposta.

A situação provocou também uma investigação da Polícia Federal, que recebeu a ordem judicial de apurar a redução da frota de ônibus, que ultrapassou 50% no dia das eleições. A prefeitura e as empresas responsáveis pelo transporte público têm um prazo de 48 horas para apresentar documentos que comprovem a operação dos coletivos. Imagens aéreas mostraram veículos parados nas garagens durante todo o dia, o que levantou suspeitas sobre as motivações por trás da falta de ônibus.

As tensões aumentaram ainda mais quando, no mesmo dia, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que estava em viagem a Paris. A ordem foi revogada na segunda-feira, mas o TRE destacou que isso não significa que os envolvidos estão livres de consequências, já que a investigação continua.

Durante o tumultuado domingo eleitoral, a prefeitura apontou que a falta de ônibus foi causada por uma manifestação de rodoviários, que teriam colado adesivos de campanha em veículos, uma prática proibida. Estima-se que pelo menos 75 ônibus não saíram das garagens, e uma fiscalização da PF constatou uma redução de 42,1% na frota, com 53 veículos a menos nas ruas em comparação a um dia normal.

Frente a essa situação, muitos moradores da capital baiana se mobilizaram para oferecer caronas solidárias, uma iniciativa que rapidamente se espalhou pelas redes sociais. A falta de transporte público no dia das eleições gerou um clima de frustração e resistência entre os eleitores, que ainda assim se dirigiram às urnas em busca de exercer seu direito ao voto.