A comunidade de Salvador está de luto. Na manhã desta segunda-feira (19), Regina dos Santos Conceição, carinhosamente conhecida como Regina do Acarajé, faleceu no Hospital Roberto Santos, aos 71 anos. A notícia foi confirmada por seus familiares nas redes sociais, e a causa da morte ainda não foi divulgada.
A perda de Regina representa um golpe profundo para a cultura baiana. A Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) expressou seu pesar pela morte de uma das mais icônicas quituteiras do estado. Em nota, a presidente da Abam, Rita Santos, destacou que Regina era mais do que uma simples vendedora de acarajé; ela simbolizava a força da mulher negra, a dignidade do trabalho e a rica tradição cultural que permeia a Bahia.
Regina, que nasceu em 7 de setembro de 1952, era um nome conhecido na orla do Rio Vermelho e no bairro da Graça, onde suas barracas atraíam tanto moradores quanto turistas. Segundo informações da TV Bahia, a baiana enfrentava sérios problemas de saúde nos últimos tempos, incluindo uma internação prolongada devido a complicações como bradicardia e uma infecção decorrente de uma lesão por pressão.
Em uma homenagem emocionante, seus familiares publicaram uma mensagem nas redes sociais, ressaltando o amor e a generosidade que sempre caracterizaram Regina. “Hoje o céu ganhou uma das suas mais lindas estrelas”, disseram, refletindo a dor da perda e a gratidão pelos momentos compartilhados. A família também anunciou que as cerimônias de despedida e sepultamento ocorrerão na terça-feira (20), embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.
Regina do Acarajé deixa um legado inestimável na gastronomia e na cultura baiana, e sua memória será eternamente celebrada por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la e saborear suas delícias. A Bahia perde uma grande representante de sua rica tradição, mas o espírito dela continuará vivo nas baianas que seguem mantendo essa tão especial herança.


