sábado, 17/10/2026

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A trajetória de Netinho e a Banda Beijo: do trio elétrico à Itália e o carinho das multidões

O Carnaval de Salvador sempre foi palco de grandes momentos e figures icônicas, e Netinho, que faleceu aos 60 anos na última terça-feira (13), é uma dessas personalidades que deixaram uma marca indelével na…

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O Carnaval de Salvador sempre foi palco de grandes momentos e figures icônicas, e Netinho, que faleceu aos 60 anos na última terça-feira (13), é uma dessas personalidades que deixaram uma marca indelével na história da festa. Antes de brilhar como artista solo e emplacar o sucesso “Milla”, ele já era um nome conhecido à frente da Banda Beijo, grupo que dominou os circuitos da folia baiana entre 1988 e 1992.

A conexão de Netinho com o Carnaval começou em 1986, quando ele se apaixonou pelas cores e ritmos da festa ao desfilar como folião no Bloco Beijo. O artista fez questão de recordar essa experiência em seu site oficial, descrevendo como um amor à primeira vista. “Foi amor à primeira vista — ou melhor, ao primeiro acorde”, relembrou, mostrando que a magia do Carnaval sempre fez parte de sua vida.

Em 1988, Netinho deu um grande passo ao ser aprovado para cantar na Banda Beijo, que rapidamente se tornou um fenômeno. O primeiro disco, “Prove Beijo”, trouxe “Beijo na Boca”, um hit que conquistou o Brasil e fez a banda ganhar palco em programas de TV, como o “Domingão do Faustão”.

O grupo também se destacou por sua sonoridade pop, misturando influências internacionais com a energia contagiante do Carnaval. Um dos momentos mais marcantes da trajetória de Netinho foi em 1990, quando levou um trio elétrico para a Itália durante a Copa do Mundo, levando o espírito do Carnaval baiano para o coração da torcida brasileira.

Após anos de sucesso, Netinho decidiu seguir carreira solo em 1993, lançando “Um Beijo pra Você”. O álbum não só consolidou sua carreira, como também o levou a novos patamares, com discos de platina e hits que entraram para a história da música brasileira.

No entanto, a vida de Netinho não foi feita apenas de glórias. Ele enfrentou sérios problemas de saúde, incluindo complicações de um linfoma não-Hodgkin, que o afastaram dos palcos por um tempo. Apesar das dificuldades, ele sempre manteve um amor profundo pelo Carnaval e pela música, voltando a se apresentar em 2017 e se reconectando com seu público.

A partida de Netinho deixa uma lacuna imensa na música e na cultura baiana, mas sua história continua viva nas lembranças de todos que viveram a alegria e a emoção que ele trouxe ao carnaval. O legado do cantor, que fez do axé music uma expressão de alegria e união, permanecerá por muitos anos, celebrando a riqueza da cultura baiana.