A partir deste domingo (1º), os baianos devem se preparar para um novo aumento no preço do gás de cozinha. A Acelen anunciou um reajuste de 17,5% no gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras, o que poderá resultar em um acréscimo de R$ 12 a R$ 15 no valor do botijão para o consumidor final. Esta informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas).
Esse reajuste é considerado o maior desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021. Segundo Souza, o aumento impactará toda a cadeia de distribuição e comercialização do produto, fazendo com que os consumidores sintam o efeito logo nas próximas compras.
A Acelen explicou que o novo preço do GLP, que passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90 por tonelada, é resultado de sua política de preços, que leva em conta variáveis como o valor internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. A empresa também ressaltou que os preços podem oscilar conforme essas condições de mercado.
Este é o sétimo reajuste do ano. Em 2023, o preço do gás de cozinha já passou por uma série de aumentos e reduções. O ano começou com uma alta de 2,38% em janeiro, seguida por uma queda de 4,19% em fevereiro. Após uma estabilidade em março, abril trouxe um aumento de 15,2% e maio, de 4,3%, embora nem todo o impacto tenha sido repassado aos consumidores. Em junho, o gás subiu 9,59%, mas houve reduções em julho e agosto, de 6,8% e 7,1%, respectivamente. Em outubro, o setor enfrentou novo aumento de cerca de 9%.
Com esse novo reajuste de 17,5%, que entra em vigor agora em novembro, os baianos se deparam com o maior aumento do ano, refletindo a instabilidade do mercado e as dificuldades que muitos enfrentam no dia a dia.
Crédito da imagem: Gás de cozinha fica mais caro na Bahia



