terça-feira, 27/10/2026

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Secretário de Salvador esclarece que TSE não exigiu uso total da frota de ônibus no 2º turno, apesar de anúncio da prefeitura

Na manhã de domingo (25), Salvador enfrentou uma polêmica relacionada ao transporte público durante o segundo turno das eleições. Em entrevista à TV Bahia, o secretário de mobilidade, Pablo Souza, defendeu a estratégia adotada…

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Na manhã de domingo (25), Salvador enfrentou uma polêmica relacionada ao transporte público durante o segundo turno das eleições. Em entrevista à TV Bahia, o secretário de mobilidade, Pablo Souza, defendeu a estratégia adotada pela prefeitura, afirmando que não houve um aumento na frota de ônibus, contrariando a expectativa de 100% de operação. Segundo ele, essa abordagem já é uma prática comum durante as eleições e não foi imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nosso planejamento foi o mesmo do primeiro turno, uma estratégia que usamos há mais de uma década. O TSE nunca exigiu que todas as cidades do Brasil tivessem 100% da frota disponível”, esclareceu Souza. No entanto, um comunicado oficial da Secretaria de Mobilidade havia prometido que o transporte no dia da votação contaria com toda a frota de ônibus, sem as reduções habituais aos domingos.

O secretário também comentou sobre a situação dos ônibus que foram impedidos de sair das garagens devido à colagem de adesivos com propaganda eleitoral, uma prática proibida. Imagens registradas mostram veículos com o número 13, associado à campanha de Lula (PT), colados enquanto estavam estacionados, o que levou a um bloqueio de pelo menos 75 ônibus.

Após perceber a situação, a prefeitura agiu rapidamente para remover os adesivos. “Assim que notamos que isso estava afetando a operação, nossa equipe entrou em ação”, declarou Souza. Ele não forneceu detalhes sobre o tempo necessário para a liberação da frota, mas afirmou que a remoção dos adesivos foi realizada por equipes de limpeza das empresas, e não pelos motoristas.

Além disso, dois levantamentos feitos no domingo trouxeram à tona dados preocupantes sobre a situação do transporte. A Polícia Federal constatou uma redução de 42,1% na frota, com 53 ônibus a menos circulando em comparação a um dia normal. Já o Procon identificou 944 coletivos parados nas garagens da OT Trans e Integra Plataforma.

Enquanto a situação continua a ser analisada, a expectativa é que a prefeitura esclareça mais detalhes sobre o impacto da operação de transporte no dia das eleições, que é um tema de grande relevância para os cidadãos de Salvador.

Crédito da imagem: Justiça revoga pedido de prisão de secretário de mobilidade