A situação do transporte público em Salvador durante o segundo turno das eleições gerou um imbróglio que culminou na determinação de prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Na tarde deste domingo (25), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou a prisão do secretário, alegando que ele teria instruído a redução da frota de ônibus na cidade, o que teria prejudicado o acesso dos eleitores às urnas.
De acordo com a Prefeitura, Souza se encontra em Paris, participando de uma missão oficial a convite do governo francês, e deve retornar à capital baiana nesta segunda-feira (26) para prestar esclarecimentos sobre a operação do transporte no dia crucial da votação.
A administração municipal se apressou em esclarecer que a operação dos ônibus já foi normalizada e que os principais corredores de transporte estavam funcionando sem problemas desde a manhã deste domingo. Os atrasos iniciais, segundo a gestão, foram atribuídos a questões relacionadas à adesivação clandestina de alguns veículos, que estavam com material referente a um dos candidatos, o que fere a legislação eleitoral.
Em nota, a Prefeitura destacou que a retirada dos adesivos foi necessária antes da liberação dos ônibus, conforme determina o artigo 88 da Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe a veiculação de propaganda eleitoral no dia da votação.
Após negociações entre a Secretaria Municipal de Mobilidade e as entidades sindicais, a frota de ônibus foi finalmente restabelecida. A Prefeitura informou que notificou as concessionárias desde cedo para garantir que todos os veículos estivessem disponíveis para a população.
Entretanto, a Prefeitura também reconheceu que algumas dificuldades em bairros específicos foram causadas por obstruções nas vias, como estacionamento irregular e aglomerações. O decreto publicado em 21 de outubro previa a operação máxima da frota durante o segundo turno, e a gestão afirmou que o sistema havia funcionado normalmente no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Enquanto isso, a coligação do PT pediu ao TSE que prorrogasse o horário de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, argumentando que a redução na frota de ônibus prejudicou o acesso dos eleitores. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades eleitorais e pela população local.


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